CROMO

CROMO

Picolinato de Cromo

O que é cromo ?

Alguns cientistas catalogaram o cromo como “o milagre médico dos anos 90”, o uso de suplementos diários desse mineral previne diabetes, queima gordura e acelera a perda de peso. Ele ajuda o organismo a utilizar de forma mais eficaz a insulina e a manter os níveis normais de açúcar (glicose) no sangue. A suplementação de cromo pode impedir a ocorrência de diabete tipo 2 em pessoas com resistência à insulina.

O cromo é um mineral oligoelemento que tem várias apresentações químicas. Em geral, o suplementos contêm picolinato de cromo ou polinicotinato de cromo. Um outro tipo de cromo denominado ácido dinicotínico cromo glutationa é encontrado no levedo de cerveja. A ingestão de suplementos pode valer a pena porque muitas pessoas hoje em dia não obtêm cromo suficiente de suas alimentações.

O que faz o cromo ?

O cromo auxilia o organismo a utilizar a insulina, um hormônio que transfere o açúcar do sangue (glicose) para as células onde é usado como combustível. Quando existe cromo suficiente, o corpo humano utiliza a insulina de forma eficiente e mantém níveis sanguíneos normais de glicose. Além disso, o cromo ajuda no processamento de proteínas para o aumento de massa muscular e na perda de peso como queimador de gorduras.

O cromo na prevenção ?

A obtenção de cromo suficiente pode impedir a ocorrência de diabete em pessoas com resistência insulina. Nessas pessoas, o corpo torna-se menos sensível aos efeitos da insulina, de modo que o pâncreas precisa produzir mais e mais insulina para manter sob controle os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Quando o pâncreas não consegue mais atender às demandas extras de insulina do organismo, surge então o diabete melito do tipo 2. O cromo pode evitar essa evolução ajudando o corpo a usar de forma mais eficaz a insulina. O cromo interfere no metabolismo das gorduras, de modo que diminui os níveis de colesterol LDL (“mau”) e aumenta os níveis de colesterol HDL (“bom”), reduzindo assim o risco de doenças cardíacas.

Deficiência de cromo é uma condição na qual não há reservas suficientes de cromo no corpo necessárias para as atividades metabólicas normais. O cromo é absorvido ao nível do jejuno (primeira porção do intestino delgado que segue ao duodeno). Menos de 1% do cromo ingerido é absorvido. Sua absorção é influenciada pela presença de agentes quelantes. Em particular, ela é diminuída na presença de fitatos. Existem interações com o zinco e o ferro. O aporte de ferro diminui a absorção do cromo. Parece existir um mecanismo comum de transporte. Após a absorção, o cromo o é transportado pela mesma proteína que transporta o ferro: a transferrina. Vários pesquisadores dosaram o cromo no sangue, nos tecidos e nos cabelos. Tendo-se material adequado, a análise dos oligoelementos no cabelo é interessante e relativamente simples. Esse método se justifica ainda mais no caso do cromo, apresentando diversas vantagens: maior concentração do cromo nos cabelos do que nos tecidos e, pois, melhor correlação. As concentrações nos cabelos não sofrem flutuações rápidas, refletindo, assim, melhor o estado nutricional ao longo do tempo.

Picolinato de cromo 100mcg (60 cápsulas)

O papel do cromo e sinais de deficiência

O cromo tem provavelmente um papel de ativador das enzimas e na estabilização das proteínas e ácidos nuclêicos (papel na espermatogênese, ou seja, fabricação do esperma). Mas sua principal atuação é de potencializar o papel da insulina,não unicamente no metabolismo dos açúcares, mas também no das proteínas e das gorduras. O cromo, sob forma de FTG (fator de tolerância à glucose) que contém, além do cromo, o ácido nicotínico e aminoácidos (glicina, ácido glutâmico e cisteína), aumenta a ação da insulina. O papel do cromo no metabolismo dos lipídeos foi demonstrado. Numerosos estudos estabelecem que o cromo tem um efeito favorável sobre às taxas de colesterol e de lipoproteinas. Por exemplo, em coelhos submetidos a uma alimentação hiperlipêmica (que produz placas de aterosclerose), injeções de cromo reduzem as taxas de colesterol , assim como, o número de placas de ateroma das artérias. Já em 1970, foi demonstrado (Schoeder) que indivíduos mortos por infarto do miocárdio, devido a uma doença das coronárias, tinham uma concentração de cromo nos tecidos inferior a dos mortos em acidentes, embora os outros tecidos tivessem taxas de cromo similares. Um estudo mais recente demonstrou que indivíduos com doença coronária tinham taxas séricas de cromo mais baixas que os indivíduos sãos. Outro estudo (Newton, 1978) mostrou uma correlação entre as taxas séricas de cromo diminuídas e o aparecimento de doenças coronárias, correlação mais significativa que para os outros fatores de risco (colesterol, pressão arterial e peso). A prescrição de cromo a pacientes sofrendo de distúrbios das gorduras (200 mcg por dia durante doze semanas) provoca uma diminuição significativa dos triglicérides do soro e aumenta o “bom” colesterol. O mecanismo suspeito é o da relação entre o cromo e a insulina. O cromo potencializa a ação da insulina e está implicado na regulação de suas taxas. Em caso de deficiência em cromo, há o aumento das concentrações de insulina; ora, as taxas elevadas de insulina circulante são características do aparecimento de lesões arteriais e do aparecimento da aterosclerose.(Stout, 1977). Animais nutridos com alimentação deficiente em cromo apresentam (Anderson, 1981):

  • má tolerância a glucose.
  • hiperglicemia e glicosuria.
  • taxas elevadas de insulina circulante.
  • distúrbios do crescimento.
  • diminuição da longevidade.
  • taxas elevadas de colesterol e de triglicérides.
  • aumento do aparecimento de placas ateroscleróticas.
  • neuropatia periférica.
  • distúrbios cerebrais.
  • diminuição do número de espermatozóides e diminuição da fertilidade.

Pacientes submetidos a alimentação parenteral prolongada (em reanimação e nutridos exclusivamente por perfusões intravenosas) e que apresentam sinais de insuficiência endócrina (neuropatia periférica, perda de peso, apesar de um aporte calórico suficiente, e uma intolerância a glucose refratária à insulina) tem visto estes sinais desaparecerem pelo aporte por perfusão de 150 a 250 mcg de cromo por dia (Jeejeeblay-Freund). Na população em geral, também não se observaram sinais aparentes de déficit de cromo, mas se encontraram mui freqüentemente sinais de deficiência em cromo subliminal com tolerância à glucose alterada e taxas elevadas de lipídeos, sinais que desapareceram após suplementação de cromo. A suplementação de cromo sob a forma trivalente ou por levedo de cerveja em pacientes submetidos anteriormente à alimentação insuficiente em cromo e que apresentavam aumento da intolerância à glucose, permitiu diminuir esta última, em particular, se eram idosos.

Cromo e stress

É preciso notar que a excreção urinária do cromo aumenta sob a ação de stress de toda natureza: regimes hipoproteicos, exercícios fatigantes, hemorragia aguda, infecções, etc. Aportes recomendados de cromo É de 50 a 200 mcg por dia para adultos (National Research Council). Estudos intensivos finlandeses mostraram que os alimentos mais ricos em cromo eram : levedo de cerveja, carnes, queijos, cereais integrais, cogumelos e nozes. Não há sempre correlação entre o cromo total contido na alimentação e o cromo biológicamente ativo. Aconselha-se a absorção do cromo biológicamente ativo, que é quatro vezes mais absorvível que o na forma inorgânica. Estudos efetuados em numerosos países ocidentais mostraram que absorvemos geralmente uma quantidade inferior à recomendada (dados obtidos pelos primeiros resultados exaustivos de análises no soro e nos cabelos). Mesmo na alimentação das coletividades, onde nutricionistas levam em conta quantidades suficientes de vitaminas e minerais, pode-se notar (Kampulainen, 1979) que cerca de um terço dos cardápios estudados continham menos que o mínimo requerido e aconselhado de 50 microgramas/dia de cromo. A quantidade de cromo contida nos alimentos diminui com o refinamento. Por exemplo, se encontram 0,26 mcg de cromo por grama no melaço, 0,16 mcg/g no açúcar não refinado e somente 0,02 mcg/g no açúcar refinado (Wolff, 1974). Da mesma forma, a farinha integral contém 1,75 mcg por grama, a farinha branca 0,60 mcg/g e o pão branco 0,14 mcg/g. A tendência largamente difundida de aumento no consumo de alimentos muito refinados nos países ocidentais, particularmente do açúcar branco que aumenta a excreção urinária do cromo, pode levar à absorção limite deste metal e à diminuição das quantidades nos órgãos de estocagem. Ao longo do tempo, esta absorção insuficiente do cromo conduz à diminuição, com a idade, do metal contido nos tecidos e ao aumento da incidência da diabete e da aterosclerose constatados nos países desenvolvidos.

Está comprovado: o cromo é capaz de reduzir a gordura corporal. E bem ali, onde é mais indesejada: no abdômen. Isso porque ajuda a diminuir drasticamente o desejo exagerado por doces, que viram moléculas que se concentram na barriga, e atua no controle do apetite – duas façanhas que tornam o emagrecimento bem mais fácil. O cromo faz com que o carboidrato seja aproveitado como fonte de energia e não fique armazenado sob a forma de gordura, confirma a nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro.

Vários estudos apontam nessa direção. Um deles, realizado pelo Health and Medical Research Foundation, em San Antonio, nos Estados Unidos, e publicado no Journal Current Therapeutic Research, analisou 122 pacientes gordinhos. Uma parte deles tomou 400 mcg de cromo diariamente por três meses e a outra, apenas placebo. Ao final do período, a primeira turma havia perdido 2,8 quilos de gordura corporal, enquanto o restante do grupo emagreceu 1,5 quilo. Outra pesquisa americana mais recente, feita pela University of Vermont em parceria com a Louisiana State University, indica o mesmo resultado: a ingestão de cromo interfere positivamente na perda de peso.
Chromium Picolinate

Mineral em baixa, ponteiros em alta

Quando há carência de cromo, o organismo entende que não há glicose suficiente em circulação. Daí dispara a mensagem para o hipotálamo, região do cérebro responsável pelo apetite, de que precisa de mais carboidratos para fazer a taxa de açúcar subir rapidamente. E onde eles estão? Nos doces, nos pães e nas massas. Só que, nesse caso, o nutriente que dá energia acaba se estocando já sabe aonde: bem ali, na linha da cintura. A menos que você capriche nos alimentos ricos no tal mineral. E investir em suas fontes é a única maneira de obtê-lo, já que o corpo não produz nada de cromo. Uma de suas melhores fontes é o levedo de cerveja, que pode ser acrescentado no suco de sua preferência, por exemplo. Porém, o mineral antibarriga também é encontrado em carnes (como frango e fígado), ovos, ostras, grãos integrais, germe-de-trigo, queijo, pimentão verde, banana, espinafre e pimenta-do-reino.

De olho na dose 

Quem malha e transpira muito deve caprichar na quantidade de cromo, porque ele é eliminado pelo suor. Outro toque importante: o consumo exagerado de carboidratos simples (como balas, chocolate, batata, pão branco) reduz a cota de cromo disponível no organismo. E nada de tomar suplementos por conta própria. Em excesso, o cromo pode causar efeitos colaterais, como cansaço, perda de apetite, tendência a hematomas, náuseas, dores de cabeça, tonturas, alterações urinárias, sangramento nasal e reações cutâneas tipo urticária. A suplementação só vale se o organismo de fato estiver carente de cromo, o que só um teste de sangue, solicitado por um especialista, poderá revelar. Saiba, porém, que o principal sinal de que ele está em baixa é a compulsão por doces. Se o teor estiver normal, uma dieta caprichada é suficiente para se obter todos os benefícios, afirma Tamara.

Outras boas razões para caprichar no cromo

1. Ajuda a reduzir o nível de colesterol ruim, o LDL
2. Reduz variações de humor, principalmente durante a TPM
3. Alivia sintomas de depressão
4. Melhora a fadiga
5. Aumenta a capacidade de o corpo ganhar massa muscular
6. Auxilia no tratamento do diabete tipo 2
7. Dá uma força no combate à celulite
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