FERRO

FERRO

Saiba o que é ferro - Natue

O que é o ferro ?

O ferro é um mineral essencial para o funcionamento de vários processos no nosso organismo. Carnes vermelhas, fígado de qualquer animal, vísceras como rim e coração, carnes de aves e peixes são as melhores fontes de ferro, pois nestes alimentos encontra-se ferro heme, uma versão que tem melhor absorção. Alimentos de origem vegetal como as leguminosas (lentilha, feijões, grão-de-bico e ervilha), couve, agrião e cheiro-verde também contêm boas quantidades de ferro não heme, que tem menor absorção. No entanto, alimentos-fonte de vitamina C e vitamina A melhoram a absorção do ferro vegetal.

Para que serve o ferro ?

No nosso organismo, o ferro tem como principal função a formação da hemoglobina (glóbulos vermelhos), responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Além disso, é importante para o estoque de oxigênio no músculo (mioglobina), síntese de DNA, produção de energia, produção de carnitina, responsável pelo metabolismo de gorduras e produção de colágeno eelastina.

É importante estar atento aos níveis de ferro no organismo quando há a ocorrência de menstruação abundante e hemorragias visíveis ou ocultas, uma vez que a perda de sangue provoca, também, a perda de ferro. A carência do ferro no nosso organismo causa, na maioria das vezes, rachaduras nos lábios, queda de cabelo e, em casos mais graves, provoca a anemia ferropriva, que geralmente está acompanhada de sintomas como fraqueza, cansaço, palidez e tontura.

No entanto, o abuso da ingestão de ferro por suplementação pode ser tóxico e causar danos ao nosso organismo. As necessidades diárias de ferro variam conforme a idade, sexo e a fase fisiológica da vida de cada pessoa. Geralmente, as mulheres adultas requerem 15 mg/dia, as gestantes requerem 30 mg/diárias, os homens adultos necessitam de 10mg/dia e as crianças variam de 6 e 12mg/dia.

O ferro é encontrado em praticamente todos os seres vivos e cumpre numerosas e variadas funções.6

Há diferentes proteínas que contêm o grupo hemo, que consiste na ligação da porfirina com um átomo de ferro. Alguns exemplos:A hemoglobina e a mioglobina. A primeira transporta oxigênio, O2, e a segunda o armazena. A hemoglobina localiza-se dentro de células chamadas hemáceas ou glóbulos vermelhos, células essas constituintes do sangue; a cor do sangue é vermelha devido a este conter átomos de ferro.
Os citocromos reduzem o oxigênio em água. Os citocromos P450 catalisam a oxidação de compostos hidrofóbicos, como fármacos ou drogas, para que possam ser excretados, e participam na síntese de diversas moléculas.
As peroxidases e catalases catalisam a oxidação de peróxidos, H2O2, que são tóxicos.
As proteínas de ferro/enxofre (Fe/S) participam em processos de transferência de elétrons.
Também é possível encontrar proteínas onde os átomos de ferro se enlaçam entre si através de pontes de oxigênio. São denominadas proteínas Fe-O-Fe. Alguns exemplos:As bactérias metanotróficas, que usam o metano, CH4, como fonte de energia e de carbono, usam proteínas deste tipo, chamadas monooxigenases, para catalisar a oxidação do metano.
A hemeritrina transporta oxigênio em alguns organismos marinhos.
Algumas ribonucleotídeo redutases contêm ferro. Catalisam a formação de desoxinucleotídeos.

Tanto o excesso como a deficiência de ferro podem causar problemas no organismo. O excesso de ferro é chamado de hemocromatose, enquanto que a sua deficiência é conhecida como anemia. A palavra anemia, apesar de estar popularmente associada à carência de ferro no organismo, não é utilizada unicamente para ela. Para a carência de ferro no organismo, cabe o nome específico deanemia ferropriva. Nas transfusões de sangue são usados ligantes que formam com o ferro complexos de alta estabilidade, evitando que ocorra uma queda demasiada de ferro livre. Estes ligantes são conhecidos como sideróforos. Muitos organismos empregam estes sideróforos para captar o ferro de que necessitam. Também podem ser empregados como antibióticos, pois não permitem ferro livre disponível.

Sua carência nos humanos pode causar, além da anemia, anorexia, sensibilidade óssea e a clima frio, prisão de ventre, distúrbios digestivos, tontura, fadiga, problemas de crescimento, irritabilidade, inflamação da língua.

Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: igualmente anorexia, tontura, fadiga e dores de cabeça.7 8

O tanino presente no chá e café inibem, em 64 e 33% respectivamente, a absorção de ferro. O magnésio inibe a absorção de ferro quando a presença do primeiro é 300 vezes maior do que a do ferro, o zinco quando cinco vezes maior e o cálcio em quantidades superiores a 500 mg, embora a influência do cálcio ainda seja discutida.

A deficiência de vitamina A inibe a utilização do ferro.

Polifenóis se ligam ao ferro e impedem sua absorção.

Aspectos nutricionais e metabólicos

O ferro é um dos elementos mais facilmente encontráveis na superfície da Terra, mas mesmo assim, sua deficiência é a causa mais comum de anemia, afetando cerca de 500 milhões de pessoas em todo mundo. Isso se deve à capacidade limitada do organismo na absorção de ferro e à frequência da perda de ferro por hemorragia do sistema digestório (úlcera, colite, diverticulite, câncer), menstruação abundante, verminose, múltiplas gestações, estirão de crescimento.

Absorção

A fonte alimentar do ferro pode ser encontrada em inúmeros alimentos: couve, algas marinhas, brócolis, flocos de aveia, canela moída, grãos integrais ou enriquecidos; nozes; castanhas; feijão vermelho; frutas secas, figo seco, tofu frito com azeite, entre muitos outros.9 O uso de panelas e recipientes de ferro também contribui para aumentar a ingestão de ferro.10

A absorção do ferro, especialmente de origem animal, é aumentada com a ingestão conjunta de alimentos levemente ácidos (ou proteínas) e também por alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C). Estudos indicam que a absorção de ferro aumenta de 3,7 para 10,4% quando se adiciona a ingestão de 40 a 50 mg de vitamina C, por mantê-lo solúvel. Alguns açúcares como a frutose também colaboram para a absorção de ferro.

Distribuição e transporte no organismo

O transporte e armazenamento do ferro é mediado por três proteínas – transferrina, receptor de transferrina e ferritina. A transferrina pode conter até dois átomos de ferro. Ela entrega o ferro aos tecidos que têm receptores de transferrina, especialmente eritoblastos na medula óssea, que incorporam o ferro na hemoglobina. A transferência então é reutilizada. No final da sobrevida, ou seja, 120 dias, oseritrócitos são destruídos nos macrófagos do sistema reticuloendotelial dentro do baço; o ferro é liberado da hemoglobina, entra no plasma e fornece a maioria do ferro da transferrina. Somente uma pequena porção do ferro da transferrina plasmática vem da dieta, absorvido no duodeno e no jejuno.

Algum ferro é armazenado nas células reticulares endoteliais, como a ferritina e hemossiderina, em quantidades muito variáveis, conforme a situação das reservas desse elemento no organismo. Em geral a ferritina é um complexo proteico hidrossolúvel de ferro com peso molecular 465 000, é formada de uma concha proteica externa, a apoferrina, que consiste de 22 subunidades, e de um núcleo dehidroxifosfato de ferro. Contém até 20% em peso de ferro e não é visível à microscopia óptica. Cada molécula de apoferrina pode ligar até 4 000 a 5 000 átomos de ferro. A hemossiderina é um complexo proteico insolúvel de ferro, de composição variável, contendo cerca de 37% em peso de ferro. É derivada da digestão lisossômica parcial de agregação de moléculas de ferritina e visível à microscopia óptica nos macrófagos e em outras células após coloração com Perls (azul da Prússia). O ferro na ferritina e na hemossiderina estão na forma férrica (Fe(III)). Uma enzima que contém cobre, aceruloplasmina, catalisa a oxidação do ferro para a forma férrica para a ligação na transferrina plasmática.

O ferro também está presente nos músculos, como na mioglobina, e na maioria das células do organismo em enzimas que contêm ferro, como, p. ex., citocromos, desidrogenase succínica, catalase, etc. O ferro tissular tem menos probabilidade de ser depletado que a hemossiderina, a ferritina e a hemoglobina em estado de deficiência de ferro, mas pode ocorrer alguma redução no conteúdo de enzimas contendo heme.

Os níveis de ferritina e os de receptor de transferrina (TfR) correlacionam-se com as reservas de ferro, de modo que a sobrecarga de ferro causa aumento na ferritina tissular e queda no TfR, enquanto na deficiência de ferro a ferritina é baixa, e o TfR, alto. Essa relação surge por intermédio da ligação de uma resposta ao ferro (IREs) na ferritina e nas moléculas de mRNA de TfR. A deficiência de ferro aumenta a capacidade de a IRP ligar-se aos IRES, enquanto a sobrecarga diminui a ligação. O sítio de ligação de IRP em IREs, a montante (5′) ou jusante (3′) do gene codificador determina aumento ou diminuição da mRNA e, portanto, de proteína.

Necessidades

A quantidade diária de ferro necessária para compensar tanto perdas do organismo como o crescimento varia com a idade e o sexo; é maior na gravidez, na adolescência e nas mulheres que menstruam. Esses grupos, portanto, são particularmente suscetíveis a desenvolver deficiências de ferro quando há perda adicional ou diminuição prolongada da ingestão.

Deficiência

Características clínicas

Quando há deficiência de ferro os depósitos reticuloendoteliais (hemossiderina e ferritina) são totalmente depletados antes que ocorra anemia. À medida que a doença evolui, o paciente pode ter sinais esintomas gerais de anemia como cansaço fácil, fraqueza, irritabilidade, indisposição, sonolência, cefaleia, dor nas pernas e apresentar glossite indolor, estomatite angular, unhas friáveis ou em colher (coiloníquia), cabelos finos, secos e quebradiços, pele seca, esclerótica azulada, mucosas descoradas, disfagia como resultado de membranas faríngeas (Síndrome de Paterson-Kelly ou Plummer-Vinson) e perversão do apetite. A causa das alterações epiteliais não é clara, mas pode ser relacionada à diminuição de ferro nas enzimas que o contêm. Em crianças, a deficiência de ferro é sobremaneira significativa porque causa irritabilidade, má função cognitiva e diminuição no desenvolvimento psicomotor.[carece de fontes]

Necessidade de ferro em fases da vida

Em diversos momentos da vida a necessidade de ferro pode ser mais elevada do que conseguimos ingerir ou absorver.

As mulheres, devido à perda de sangue pela menstruação, têm um risco maior do que os homens de ter deficiência de ferro.

As gestantes precisarão aumentar o seu volume de sangue em 20% no primeiro trimestre da gestação e no último trimestre passarão muito ferro para a placenta e para o bebê. A necessidade de ferro nesse período é muito elevada.

Fases de intenso crescimento: adolescência (meninos e meninas) e crianças entre 4 meses a 2 anos de idade precisam de muito ferro.

A inadequação nutricional também pode contribuir para a deficiência de ferro, mas em grande parte dos casos, é a necessidade metabólica que leva à maior necessidade de ferro e, muitas vezes, sendo necessário a suplementação.

Causa de deficiência

Perda crônica de sangue, especialmente uterina e no trato gastrointestinal, é a causa dominante nos adultos. Na infância as causas mais comuns são: nascimento prematuro, gemelaridade, anemia materna durante a gravidez, perda de sangue durante o parto pelo cordão umbilical, pouco aleitamento materno, dar leite ou derivado durante ou logo após refeições.

Em que alimentos se encontra o ferro? 

O ferro é encontrado em maior quantidade nas carnes, principalmente as vermelhas. Dentre os vegetais, os mais ricos em ferro são as leguminosas (feijões, lentilha, ervilha), a aveia e verduras como o agrião e o almeirão.

Alimentos ricos em ferro heme: 

Carnes vermelhas, aves e peixes são todos boas fontes deste tipo de ferro.

85 gramas de bife de acém (também conhecido com alcatrinho): 3,2 mg
85 gramas de bife de filé mignon: 3 mg
85 gramas de peru assado, carne escura: 2 mg
85 gramas de peru assado, peito: 1,4 mg
85 gramas de frango assado, carne escura: 1,1 mg
85 gramas de frango assado, peito: 1,1 mg
1 filé de linguado (127 gramas): 0,4 mg
85 gramas de salmão: 0,4 mg
85 gramas de lombo de porco: 0,8 mg

Alimentos ricos em ferro não heme: 

1 xícara de cereal enriquecido com ferro: 24 mg
1 xícara de aveia instantânea enriquecida : 10 mg
1 xícara de lentilha cozida: 6,6 mg
1 xícara de feijão mulatinho cozido: 5,2 mg
1 xícara de grão-de-bico: 4,8 mg
1 xícara de feijão preto cozido: 3,6 mg
1/2 xícara de tofu firme: 3,4 mg
1/2 xícara de espinafre cozido: 3,2 mg
1/4 xícara de uvas passas: 0,75 mg

O que é anemia?

Chamamos de anemia a redução dos níveis de hemoglobina no sangue, por unidade de volume de sangue. A hemoglobina é uma proteína (que contém ferro) que está presente na célula vermelha (hemácia).

Como vimos antes, há diversas fases e necessidades de estímulos ou matérias-primas para que a produção de células vermelhas seja concluída com sucesso. A falta de ferro é a principal razão nutricional que leva à anemia.

Assim, anemia é um dado que conferimos através de exame laboratorial e que pode ser manifestado por diversos sinais e sintomas.

Após constatar que o indivíduo tem anemia, o médico deve iniciar a pesquisa para saber o motivo que está levando a isso. Diversas doenças podem cursar com anemia, como a insuficiência renal crônica, hipotireoidismo, neoplasias (cânceres), doenças inflamatórias, perda de sangue… Diversos casos de anemia não trazem deficiência de ferro junto.

A anemia receberá um sobrenome nome de acordo com o fator que a desenvolve. Assim teremos a anemia megaloblástica, perniciosa, falsiforme, sideroblástica… Quando a anemia é por falta ou privação de ferro ela é chamada de anemia ferropriva.

Assim, podemos ter anemia sem deficiência de ferro e também podemos ter deficiência de ferro sem anemia. Nesse último caso, quando os estoques de ferro estão baixos, mas a medula óssea ainda está recebendo ferro suficiente para a produção das células vermelhas.

Suco verde e células vermelhas: um mito!

Um grande mito que encontramos é o de que ao ingerirmos suco verde, a clorofila do suco se transforma em células vermelhas em poucos segundos. Impossível!!

Essa idéia errônea veio do fato de que a clorofila apresenta uma estrutura química semelhante à das células vermelhas do nosso sangue, com a diferença de que o átomo central da molécula da clorofila é o magnésio, enquanto o das nossas células vermelhas é o ferro. Parece simples: eu tomo o suco verde, recebo a clorofila e troco o magnésio dela por ferro. Assim terei uma nova célula vermelha.

Isso não acontece!! A produção da célula vermelha do sangue é um processo muito mais complexo do que trocar um magnésio por um ferro. Não é possível partirmos a clorofila ao meio para retirarmos o magnésio e trocarmos por ferro e depois “colar” essa clorofila que agora é uma célula vermelha.

O suco verde é excelente para alguns propósitos específicos, mas não para criar células vermelhas utilizando a sua clorofila.

FATORES QUE AJUDAM A ABSORÇÃO DE FERRO

Nosso estoque de ferro

É um dos principais colaboradores para incentivar a absorção do mineral. Quando o estoque está baixo o organismo “abre as portas do intestino” para o ferro entrar. A absorção pode aumentar em 10 a 15 vezes! Conforme o estoque começa a subir, a absorção diminui.

 

Ácidos

O meio ácido no estômago e no intestino favorece a absorção do ferro.

Quem utiliza anti-ácidos apresenta redução da quantidade de ferro absorvida. Algumas pessoas, com o envelhecimento, apresentam redução na acidez do estômago, o que favorece a deficiência do mineral.

vitamina C (ácido ascórbico) é o mais potente promotor de absorção de ferro. Esse efeito é bastante potencializado quando a proporção utilizada é de 20 mg de vitamina C para 3 mg de ferro.

Os ácidos orgânicos (cítrico, lático, málico e tartárico) presentes principalmente na frutas e verduras, também auxiliam a absorção do ferro.

É conveniente que haja pelo menos 1 grama de ácidos orgânicos na refeição rica em ferro para aumentar a sua absorção em 2 a 3 vezes. O teor de ácidos orgânicos, encontrados naturalmente nos alimentos, costumam variar entre 100 a 800 mg por 100 g do alimento (frutas e verduras).

Fator carne – o ferro vegetal apresenta absorção 2 a 3 vezes maiores na presença de carne na refeição. Ao que tudo indica isso ocorre devido ao perfil de aminoácidos da carne, que seriam capazes de reduzir a acidez no intestino, ou seja, acidificá-lo e facilitar a absorção do ferro não-heme.
É óbvio que vegetarianos não consumirão a carne, e isso não é um problema ao utilizarmos boas quantidades de ácidos de outros alimentos.

Frutooligossacarídeos (FOS) – são compostos naturalmente encontrados na dieta que chegam ao intestino grosso para serem fermentados por bactérias intestinais e depois disso promovem diversos efeitos benéficos ao intestino e ao organismo como um todo. Os estudos indicam que os FOS podem modificar a absorção do ferro no intestino grosso. Isso ocorre, pois a flora intestinal modificada pelo composto torna o ambiente mais ácido, favorecendo a absorção do ferro. Alimentos como a escarola e a alcachofra contêm boas quantidades desses componentes.

 

FATORES QUE PREJUDICAM A ABSORÇÃO DE FERRO

Cálcio

A presença de cálcio na mesma refeição do ferro reduz a sua absorção. Essa informação deixa muitas pessoas confusas, pois é praticamente impossível separar os alimentos ricos em ferro dos ricos em cálcio, especialmente quando falamos em verduras. Mas isso não é nada complicado!

A inibição é dependente da quantidade de cálcio ingerida. Doses com menos de 40 mg de cálcio não apresentam nenhuma inibição na absorção de ferro. A inibição máxima de absorção de ferro ocorre quando a quantidade de cálcio ingerida está em torno de 300 mg na refeição (o artigo sobre cálcio nesse site e as tabelas que coloquei sobre o conteúdo de cálcio dos alimentos ou no meu livro “Alimentação sem carne – guia prático” no capítulo sobre o cálcio).

Numa refeição vegana, rica em folhas verdes, seria necessário ingerir 6 folhas de couve (uma das folhas mais ricas em cálcio) para chegar nessa quantidade. Para quem utiliza laticínios, essa quantidade é muito mais facilmente atingida, já que em 50 gramas de alguns queijos encontramos quase essa quantidade.

O cálcio também dificulta a absorção do ferro heme (presente na carne)

Assim, o planejamento da refeição é importante para ajudar o ferro a ser absorvido.

Caiseino-fosfopeptídeos

As proteínas presentes nos ovos, leite e queijos prejudicam a absorção do ferro.

Ácido fítico

Presente em diversas sementes e grãos. Podem ser reduzidos ao deixarmos as sementes de molho na água da noite para o dia. A vitamina C, ácidos orgânicos e vitamina A podem se contrapor ao efeito inibitório desse ácido. Atenção: a germinação das sementes reduz o seu teor de ferro! Por isso, a germinação não deve ser excessiva. Deixar os grãos de molho em água por 8 a 12 horas é suficiente para otimizar esse processo.

Polifenóis

Podem se ligar ao ferro e dificultar a sua absorção. Assim, convém evitar o uso de chá preto, cacau, café e chás de ervas próximos às refeições que contém ferro, pois a absorção do mineral pode ser comprometida. O chá preto é o que causa a maior redução.

Fibras

Não alteram a absorção do ferro – muitos estudos antigos traziam a informação de que as fibras dificultavam a absorção do ferro. Essa idéia existia devido a estudos que não foram realizados em seres humanos e por não considerarem a presença de inibidores da absorção do ferro presentes nos alimentos ricos em fibras, como o ácido fítico. Ao utilizar a fibra purificada não ocorre redução significativa na absorção do ferro.

Inflamação

É uma reação do organismo contra agressões que sofremos continuamente. Todos nós temos inflamação, mas o excesso é negativo. Quando a inflamação é aumentada, a absorção do ferro é diminuída. Por meio de uma avaliação médica minuciosa é possível determinarmos como está o estado inflamatório no organismo.

Tratamento

Sempre que possível, tratar a causa. Além disso, deve-se administrar ferro via oral, intra-muscular ou endovenosa para corrigir a anemia e repor os depósitos. A via oral pode causar cólica, náusea, constipação ou diarreia ou escurecimento dos dentes, mas isso é reversível após a suspensão do medicamento. A via intramuscular deve ser aplicada profundamente e é muito dolorosa. A via endovenosa deve ser feita diluindo a ampola em soro fisiológico e aplicada em no mínimo 30 minutos.

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